Autoria: Ney Maranhão
SKU: V-105
ISBN: 978-65-6073-101-1
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Descrição

“O autor, com rigor académico e profunda base teórica, debruça-se sobre uma das narrativas mais consolidadas - e, muitas vezes, acrítica e apressadamente aceite - no debate sobre tecnologia: a da neutralidade. Articulando as reflexões de Martin Heidegger e José Ortega y Gasset, o autor desvela os equívocos dessa visão puramente instrumental da técnica, revelando a sua dimensão conformadora de subjetividades, valores e perceções. A sua análise, fundamentada em sólidas bases filosóficas e confrontada com a realidade prática das plataformas digitais, representa, sem dúvida, um convite instigante à reflexão.

O mérito desta pesquisa está, sobretudo, na capacidade de unir profundidade teórica a um olhar atento sobre os fenómenos concretos. A abordagem filosófica proposta por Ney Maranhão transcende uma mera descrição funcional das plataformas digitais, apontando as implicações éticas e sociais de uma aceitação acrítica das suas arquiteturas e dinâmicas operacionais. Esta é, portanto, uma obra de elevado interesse, que pode orientar futuras investigações sobre as complexas interações entre técnica, trabalho e humanidade, representando, sem dúvida, um marco importante na reflexão sobre a tecnologia e as suas implicações na esfera do trabalho humano.”

-- Trecho do Prefácio lavrado pelo Professor Doutor João Leal Amado, Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

 

Informações Gerais

Peso: 0,20 kg

Dimensões: 15 × 22 × 5 cm

Ano: 2025

Edição: 1ª

Número de páginas: 130

 

Ney Maranhão

Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Coimbra (Portugal). Doutor em Direito do Trabalho pela Universidade de São Paulo (USP), com estágio de Doutorado-Sanduíche junto à Universidade de Massachusetts (Boston/EUA). Especialista em Direito Material e Processual do Trabalho pela Universidade de Roma/ La Sapienza (Itália). Mestre em Direitos Humanos pela Universidade Federal do Pará. Professor de Direito do Trabalho da Universidade Federal do Pará (Graduação, Mestrado e Doutorado). Professor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (ENAMAT/TST). Professor Convidado de Todas as Escolas Judiciais de Tribunais Regionais do Trabalho. Autor, coautor, coordenador e organizador de dezenas de obras no âmbito do Direito, Filosofia e Teologia. Subscritor de mais de uma centena de artigos científicos. Tem textos publicados no Brasil, Uruguai, Canadá, Portugal, Espanha, Itália e Nova Zelândia. Palestrante e conferencista no Brasil e no exterior. Membro da Academia Brasileira de Direito do Trabalho, da Academia Paraense de Letras Jurídicas e da Academia Evangélica de Letras do Pará. Juiz Titular de Vara da Justiça do Trabalho da 8ª Região (TRT-8/PA-AP).

 

Sumário

NOTA DO AUTOR

PREFÁCIO

APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO

2. DIRETRIZES METODOLÓGICAS E RECORTE INVESTIGATIVO

3. INQUIRIÇÃO FILOSÓFICA: NECESSIDADE EPISTEMOLÓGICA

4. HOMEM E TÉCNICA: CONTRIBUIÇÕES HEIDEGGERIANA E ORTEGUIANA
4.1 A técnica em Martin Heidegger
4.2 A técnica em Ortega y Gasset

5. FILOSOFIA DA TECNOLOGIA E NEUTRALIDADE TECNOLÓGICA
5.1 Não neutralidade quanto a fins: adaptação reversa, monismo da técnica e dinâmica ator/rede
5.2 Não neutralidade quanto a valores: política dos artefatos e tecnodiversidade
5.3 Não neutralidade quanto à subjetividade: mediação tecnológica e caráter humano

6. A PERSISTÊNCIA DO MITO: RAÍZES DA NARRATIVA DA NEUTRALIDADE TECNOLÓGICA

7. ARTICULAÇÕES FILOSÓFICAS ESTRUTURANTES: IMPLICAÇÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS

8. À GUISA DE CONCLUSÃO

9. REFERÊNCIAS