"O reconhecimento de vieses de gênero interseccionais e transversais, mascarados pela aparência de neutralidade das Leis, é fenômeno relativamente recente. Visibilizá-los e desnaturalizá-los se tornam, em boa hora, imperativo moral e democrático.
A partir de estudos feministas plurais, como as mulheres que representam, a autora discorre com objetividade, leveza e sensibilidade, sobre a temporalidade dos movimentos sociais, a decolonialidade e os direitos humanos das mulheres, em âmbito nacional e internacional.
Juíza e pesquisadora de escol, cônscia da realidade do feminino que reúne diversos marcadores sociais de discriminação, mostra-se capaz de dar voz às silenciadas, em obra não só explanatória como crítica, que sugere rumos ao julgamento com perspectiva interseccional de gênero, tratado como obrigação jurídica que se impõe a toda a magistratura brasileira.
Ao abordar o Protocolo 2021 como um instrumento funcional e um método para capacitar o Estado à correção de desigualdades e danos sofridos pelas trabalhadoras, intenta erradicar a condição de subcidadania de parcela da população. Visa, parafraseando Maya Angelou, a que "como o ar", "com a certeza da onda no mar, como a esperança emergindo na desgraça", essas mulheres se levantem e, assim, todos nos elevemos. Afinal, a igualdade deve ser construída e a dignidade perseguida, sem limites.
Um livro aprofundado, bem escrito e inspirador".
MORGANA DE ALMEIDA RICHA
Ministra do Tribunal Superior do Trabalho
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Peso: 0,25 kg Dimensões: 16 × 23 × 5 cm Ano: 2024 Edição: 1ª Número de páginas: 268 |
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Graduada em direito pela Universidade Federal do Paraná, mestra e doutoranda pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, com período de pesquisa na Université Paris 1 Panthéon Sorbonne. Após atuar como Procuradora do Estado por dois anos, optou por seguir a carreira de Juíza do Trabalho, função que exerce há mais de vinte e cinco anos. A busca de soluções eficazes para a concretização do trabalho digno, da igualdade e da não discriminação, tem guiado sua atuação na magistratura, nas pesquisas acadêmicas e nas atividades docentes. Participa do Grupo Interinstitucional de Estudos sobre a Igualdade de Gênero no Sistema de Justiça, dos grupos de pesquisa Direitos Humanos e Direito Internacional do PPGD da PUCPR, Alteridade e Constituição do PPGDH da PUCPR. Integra a Comissãode Políticas Afirmativas para Valorização e Inclusão Racial e de Gênero do TRT9, a Clínica de Direitos Humanos da PUCPR e o Cadastro Nacional de Mulheres Juristas do CNJ. |
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AGRADECIMENTOS 01. DIREITOS HUMANOS EM PERSPECTIVA FEMINISTA E DECOLONIAL 02. MÉTODOS FEMINISTAS PARA ANÁLISE DO DIREITO 03. JULGAMENTO COM PERSPECTIVA INTERSECCIONAL DE GÊNERO CONSIDERAÇÕES FINAIS |