Autoria: Cláudio Iannotti da Rocha, Laís Lomar de Oliveira, Sofia Salezze Souza
SKU: V-157
ISBN: 978-65-6073-203-2
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Descrição
Este livro representa o lançamento de uma Coleção intitulada de Justiça Climática Trabalhista que será formada por outros Volumes, os quais serão publicados sequencialmente, entregando à literatura jurídica brasileira uma pesquisa inédita, cujo núcleo compreende um novo Sistema de Justiça, a ser implementado e utilizado em todos os órgãos do Poder Judiciário, dentre eles, o trabalhista.

 

A Justiça Climática Trabalhista apresenta consigo uma visão inovadora que tem como principal conteúdo a entrega de uma tutela jurisdicional que objetiva a sustentabilidade de todos os seres vivos, a preservação do Planeta Terra, a melhoria de vida e a longevidade das pessoas.

 

Se antes a celeuma jurisdicional residia no Acesso à Justiça (englobando o ingresso e o caminhar no Sistema de Justiça), na contemporaneidade atua na Justiça Climática, tendo a problemática de como o Poder Judiciário deve atuar e contribuir na qualidade de vida de todos os seres vivos, impactando positivamente na melhoria, na longevidade de todos e na preservação do Planeta Terra holisticamente. Trata-se de um novo Sistema de Justiça norteado pelo critério qualitativo sustentável, em que a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) possui força normativa à luz dos princípios da juridicidade e do pro actione, formada por 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) desdobrando-se em 169 metas práticas, divididas em 4 grandes áreas (social, ambiental, econômico e institucional), com 5 grandes eixos: I-) Pessoas, II-) Planeta, III-) Prosperidade, IV-) Paz; e V-) Parcerias.

 

Por meio da Justiça Climática Trabalhista o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado torna-se a matriz epicentral da tutela jurisdicional, arrastando consigo a própria essência dos seres vivos, e por isso um direito que não pode ser economicamente mensurável, sendo inalienável, intransmissível, imprescritível, impenhorável e irrecuperável.

 

Neste novo modal jurisdicional, a própria natureza torna-se sujeito de direitos, fazendo com que o direito ao meio ambiente equilibrado seja a pedra angular de todo Sistema de Justiça.

 

-Prof. Dr. Cláudio Iannotti da Rocha
 
 
Informações Gerais

Peso: 0,28 kg

Dimensões: 16 × 23 × 5 cm

Ano: 2026

Edição: 1ª

Número de páginas: 180

 

Cláudio Iannotti da Rocha

Pós-Doutor, Doutor e Mestre em Direito. Professor da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), atuando nos cursos de Graduação, Mestrado e Doutorado. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em nível de Mestrado e Doutorado. Coordenador e Professor do Mestrado Interinstitucional em Direito Processual entre a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a Universidade Federal de Roraima (UFRR) -MINTER. Projeto Processo do Trabalho, Economia Verde, Economia Circular e Produção Sustentável: a preservação e a recuperação das áreas do Estado do Espírito Santo impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, Mariana – MG, da FAPES. Bolsista de Produtividade em Pesquisa da FAPES. Advogado.

 

 

Laís Lomar de Oliveira

Mestra em Direito Processual pela Universidade Federal do Espírito Santo (PPGDIR-UFES). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Seguridade Social e Processo: Diálogos e Críticas” (UFES-CNPq). Pesquisadora do Projeto de Pesquisa e Extensão “Processo do Trabalho, Economia Verde, Economia Circular e Produção Sustentável: a preservação e a recuperação das áreas do Estado do Espírito Santo impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, Mariana – MG”

 

 

Sofia Salezze Souza

Mestra em Direito Processual pela Universidade Federal do Espírito Santo (PPGDIR-UFES). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa “Trabalho, Seguridade Social e Processo: Diálogos e Críticas” (UFES-CNPq). Pesquisadora do Projeto de Pesquisa e Extensão “Processo do Trabalho, Economia Verde, Economia Circular e Produção Sustentável: a preservação e a recuperação das áreas do Estado do Espírito Santo impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão, Mariana – MG”

 

Sumário
APRESENTAÇÃO
PREFÁCIO
A APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA JUSTIÇA CLIMÁTICA TRABALHISTA COMO SOLUÇÃO PARA ALCANÇAR UM MEIO AMBIENTE DO TRABALHO SUSTENTÁVEL E ANTIDISCRIMINATÓRIO
Cláudio Iannotti da Rocha
Sabrina Nascimento Zanellato
  1. INTRODUÇÃO
  2. O CONCEITO DE JUSTIÇA CLIMÁTICA TRABALHISTA E A PROTEÇÃO AOS VULNERÁVEIS
2.1. O meio ambiente do trabalho sustentável e antidiscriminatório
  1. A MÁXIMA EFETIVIDADE DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS E TRABALHISTAS EM COLABORAÇÃO COM A AGENDA 2030 DA ONU
  2. O PROCESSO DO TRABALHO TRANSVERSAL COMO ELEMENTO INTRÍNSECO DA JUSTIÇA CLIMÁTICA
  3. CONCLUSÃO
  4. REFERÊNCIAS

A CLASSE TRABALHADORA E A JUSTIÇA CLIMÁTICA: TUTELA PROCESSUAL TRABALHISTA E AMBIENTAL
Sofia Suela Celin
Vitória Karla Amélia Santos
  1. INTRODUÇÃO
  2. JUSTIÇA CLIMÁTICA: FUNDAMENTOS E EVOLUÇÃO
2.1. Conceito de justiça climática e justiça climática trabalhista
2.2. Mudanças climáticas e desigualdades sociais
2.3. Racismo ambiental
2.4. Marcos normativos nacionais e internacionais
  1. DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO E A TUTELA DE DIREITOS EM CONTEXTO CLIMÁTICO
3.1. Processo transversal do trabalho
3.2. Acesso à justiça e grupos vulneráveis
  1. INSTRUMENTOS PROCESSUAIS PARA A PROMOÇÃO DA JUSTIÇA CLIMÁTICA
4.1. Responsabilidade civil do empregador por danos ambientais e trabalhistas
  1. CONCLUSÃO
  2. REFERÊNCIAS

A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA TRABALHISTA PARA JULGAR AÇÕES COLETIVAS CONTRA MINERADORAS CARACTERIZADAS PRIORIDADES DE GESTÃO DE RISCO
Ana Clara Menezes da Silva
  1. INTRODUÇÃO
  2. O MEIO AMBIENTE DO TRABALHO E A SUA LIGAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE NATURAL
  3. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO E DO MPT PARA JULGAR E AJUIZAR AÇÕES COLETIVAS DE CUMPRIMENTO DA PNSB
  4. O PAPEL DO PROCESSO TRANSVERSAL DO TRABALHO NO AJUIZAMENTO DE AÇÕES COLETIVAS PARA O CUMPRIMENTO DA PNSB
  5. CONCLUSÃO
  6. REFERÊNCIAS

A EFETIVAÇÃO DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA NAS INDÚSTRIAS POR MEIO DO PROCESSO ESTRUTURAL TRABALHISTA À LUZ DO OBJETIVO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Nº 7 DA AGENDA 2030 DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
Cláudio Iannotti da Rocha
Lavínia Dumer Knikkink
  1. INTRODUÇÃO
  2. PROCESSO ESTRUTURAL TRABALHISTA
  3. TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
  4. AMPLIAÇÃO DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA JULGAR QUESTÕES ENVOLVENDO A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
  5. ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO NA EFETIVAÇÃO DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA NAS INDÚSTRIAS POR MEIO DO PROCESSO ESTRUTURAL TRABALHISTA
  6. CONCLUSÃO
  7. REFERÊNCIAS

A EFETIVIDADE DA IGUALDADE DE GÊNERO NO MEIO AMBIENTE DO TRABALHO POR MEIO DO PROCESSO TRANSVERSAL
Laís Lomar de Oliveira
Sofia Salezze Souza
  1. INTRODUÇÃO
  2. O OBJETIVO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 5 E A IGUALDADE DE GÊNERO NO MEIO AMBIENTE DO TRABALHO
  3. A JUSTIÇA CLIMÁTICA E A NECESSÁRIA GARANTIA DE UM MEIO AMBIENTE SAUDÁVEL E SEGURO PARA A MULHER
  4. A RELEVÂNCIA DO PROCESSO TRANSVERSAL NA PROMOÇÃO DA IGUALDADE DE GÊNERO
  5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  6. REFERÊNCIAS

A PREVENÇÃO DE LITÍGIOS TRABALHISTAS NO CONTEXTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS POR MEIO DE RECOMENDAÇÃO EXPEDIDA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
Sóstenes Lima Carvalho
  1. INTRODUÇÃO
  2. A JUSTIÇA CLIMÁTICA TRABALHISTA
  3. OS IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO
  4. AS RECOMENDAÇÕES EXPEDIDAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO COMO INSTRUMENTO DE PREVENÇÃO DE LITÍGIOS TRABALHISTAS NO CONTEXTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
  5. CONCLUSÃO
  6. REFERÊNCIAS

JUSTIÇA CLIMÁTICA TRABALHISTA E PROCESSO DO TRABALHO: A IMPLEMENTAÇÃO DO ODS 12 NA RESPONSABILIZAÇÃO EMPRESARIAL
Alexia Bizi Oliveira
Beatriz Elizabeba Cassandi Sapenga Capingãla
  1. INTRODUÇÃO
  2. O CONCEITO DE JUSTIÇA CLIMÁTICA E A RELAÇÃO COM O PROCESSO DO TRABALHO
  3. O PROCESSO DO TRABALHO E A EFETIVAÇÃO DAS PRÁTICAS DE MELHORIA DA JUSTIÇA CLIMÁTICA À LUZ DO ODS 12
  4. LIMITES E POTENCIALIDADES DO PROCESSO À LUZ DO ODS 12
  5. CONCLUSÃO
  6. REFERÊNCIAS

O ODS 15 DA ONU E A JUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL: A EXPANSÃO DA AÇÃO REGRESSIVA PREVIDENCIÁRIA EM DESASTRES AMBIENTAIS
Lívia Pedroni Batista Bastos
  1. INTRODUÇÃO
  2. FUNDAMENTOS JURÍDICOS E A EVOLUÇÃO HERMENÊUTICA DA AÇÃO REGRESSIVA PREVIDENCIÁRIA
  3. A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA E O PRINCÍPIO DO POLUIDOR-PAGADOR NO ÂMBITO DA SEGURIDADE SOCIAL
  4. O ODS 15 E O ACIDENTE DE TRABALHO AMPLIADO: O REGRESSO COMO FERRAMENTA DE JUSTIÇA CLIMÁTICA NO CASO MARIANA
  5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  6. REFERÊNCIAS

O PACTO PELA TRANSFORMAÇÃO ECOLÓGICA ENTRE OS TRÊS PODERES DO ESTADO BRASILEIRO COMO DIRETRIZ NORMATIVA PARA A CONCRETIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA JUSTIÇA CLIMÁTICA NO PROCESSO DO TRABALHO
Mariana dos Santos Costa
  1. INTRODUÇÃO
  2. O PACTO PELA TRANSFORMAÇÃO ECOLÓGICA E A NOVA GOVERNANÇA CLIMÁTICA: EIXOS E DIRETRIZES PARA O MUNDO DO TRABALHO
  3. O PRINCÍPIO DA JUSTIÇA CLIMÁTICA NO CONTEXTO LABORAL: FUNDAMENTOS JURÍDICOS E A PROTEÇÃO DO TRABALHADOR VULNERÁVEL
  4. MECANISMOS PROCESSUAIS JUSTRABALHISTAS PARA A CONCRETIZAÇÃO DA JUSTIÇA CLIMÁTICA NO CONTEXTO DO PACTO ENTRE OS TRÊS PODERES
  5. CONCLUSÃO
  6. REFERÊNCIAS

PROCESSO DO TRABALHO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: A JUSTIÇA DO TRABALHO COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DO ODS 9 DA AGENDA 2030 DA ONU
Mateus Garcia Bridi
Cláudio Iannotti da Rocha
  1. INTRODUÇÃO
  2. A RELAÇÃO ENTRE A JUSTIÇA DO TRABALHO E O CONTEÚDO NORMATIVO DO ODS 9
  3. O PAPEL DO PROCESSO DO TRABALHO NA CONCRETIZAÇÃO DO ODS 9
  4. CONCLUSÃO
  5. REFERÊNCIAS