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Ação Rescisória e Norma Jurídica

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Tiago Alves da Silva

Doutorando em Direito pela Universidade de Valladolid, Espanha, na modalidade de doutorado internacional, com instância de intersecção acadêmica na USP, onde desenvolve investigação aprofundada sobre o autoritarismo judicial, com ênfase em suas estruturas, racionalidades e modos de manifestação. Mestre em Direito. Especialista em Processo Civil pela PUC SP e em Direito do Trabalho pela USP. Integrou o Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital, GPTC, da USP, presidido pelo Professor Dr. Jorge Luiz Souto Maior, e o Grupo de Estudos Avançados em Processo, GEAP, também da USP, coordenado pelo Professor Dr. Flávio Luiz Yarshell. Advogado há 20 anos, exerce a docência na Escola da ABRAT.

Ação Rescisória e Norma Jurídica

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A substituição da expressão “violação literal de disposição de lei” pela fórmula “violação manifesta de norma jurídica”, promovida pelo CPC de 2015, desencadeou uma das mais relevantes controvérsias do direito processual brasileiro contemporâneo. Teria o legislador ampliado o campo de incidência da ação rescisória, autorizando a desconstituição da coisa julgada sempre que identificada qualquer espécie de incompatibilidade normativa? Ou persistem limites estruturais que impedem a conversão desse instrumento excepcional em mecanismo amplo de revisão judicial? Partindo dessa indagação, a presente obra examina a natureza, a função e os fundamentos dogmáticos e políticos da ação rescisória, demonstrando que a alteração terminológica não legitima um alargamento indiscriminado da rescindibilidade. A ação rescisória não se destina à correção genérica de decisões reputadas injustas, nem pode operar como sucedâneo recursal tardio. Sua função é mais restrita e mais precisa, trata-se de técnica estatal de controle qualificado da integridade das normas produzidas pelo próprio Estado, cuja utilização exige pressupostos rigorosos e cumulativos. Ao enfrentar temas como precedentes obrigatórios, princípios jurídicos, convenções coletivas, costumes e conflitos entre coisas julgadas, o autor sustenta que apenas a violação de norma estatal escrita, dotada de obrigatoriedade e exteriorizada em texto normativo, pode, em determinadas circunstâncias, justificar a ruptura da estabilidade decisória. A obra articula teoria da norma, coisa julgada e segurança jurídica, evidenciando que a ampliação irrefletida das hipóteses de rescisão compromete a previsibilidade que sustenta a vida jurídica e econômica. Com rigor conceitual e análi- se crítica da jurisprudência, o livro oferece contribuição consistente ao debate sobre os limites do poder jurisdicional e sobre o espaço legítimo da ação rescisória no direito brasileiro contemporâneo.

R$160,00

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Tiago Alves da Silva

Doutorando em Direito pela Universidade de Valladolid, Espanha, na modalidade de doutorado internacional, com instância de intersecção acadêmica na USP, onde desenvolve investigação aprofundada sobre o autoritarismo judicial, com ênfase em suas estruturas, racionalidades e modos de manifestação. Mestre em Direito. Especialista em Processo Civil pela PUC SP e em Direito do Trabalho pela USP. Integrou o Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital, GPTC, da USP, presidido pelo Professor Dr. Jorge Luiz Souto Maior, e o Grupo de Estudos Avançados em Processo, GEAP, também da USP, coordenado pelo Professor Dr. Flávio Luiz Yarshell. Advogado há 20 anos, exerce a docência na Escola da ABRAT.

Informações Adicionais

Peso 0,26 kg
Dimensões 17 × 24 × 5 cm
Ano:

2026

ISBN

978-65-6073-175-2

Edição

Número de páginas

236

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Sumário

APRESENTAÇÃO

PREFÁCIO

  1. INTRODUÇÃO
  2. PANORAMA GERAL DA AÇÃO RESCISÓRIA

2.1. A Coisa Julgada e seus fundamentos
2.1.1. A coisa julgada no direito processual brasileiro contemporâneo
2.1.2. As espécies de coisa julgada
2.1.3. A extensão e os limites da coisa julgada
2.1.3.1. A delimitação subjetiva da coisa julgada
2.1.3.2. A delimitação objetiva da coisa julgada
2.1.3.3. A delimitação temporal da coisa julgada
2.1.3.4. A delimitação territorial da coisa julgada
2.1.4. A coisa julgada sobre questões prejudiciais
2.1.5. O conflito entre coisas julgadas
2.1.6. A desconstituição da coisa julgada

2.3. A ação rescisória e sua dimensão política

2.4. As funções da ação rescisória

2.5. A ação rescisória, natureza jurídica e conceito

2.6. O objeto jurídico da ação rescisória
2.6.1. As decisões resolutivas de mérito
2.6.1.1. O mérito da causa
2.6.1.2. O mérito do recurso
2.6.1.3. O mérito no recurso extraordinário por violação de disposição de lei, da Constituição Federal ou de precedente vinculante
2.6.1.4. As decisões de mérito irrescindíveis
2.6.1.5. A liquidação da sentença e o mérito
2.6.1.6. Mandado de segurança, mérito e coisa julgada
2.6.1.7. A decisão de homologação de acordo
2.6.1.8. Decisão de mérito transitada em julgado substituída por acordo

2.6.2. A querela nullitatis em relação à ação rescisória
2.6.2.1. Os traços distintivos entre a ação rescisória e a querela nullitatis
2.6.2.1.1. Objeto
2.6.2.1.2. A natureza jurídica do provimento jurisdicional pretendido
2.6.2.1.3. O prazo para a propositura
2.6.2.1.4. Depósito
2.6.2.1.5. Competência
2.6.2.2. A questão da fungibilidade entre a ação rescisória e a querela nullitatis

  1. A AÇÃO RESCISÓRIA NA ATUALIDADE BRASILEIRA

3.1. A introdução da ação rescisória no direito brasileiro e sua evolução

3.2. A ação rescisória no direito comparado

3.3. A ação rescisória e sua disciplina no contexto da atualidade brasileira

3.4. Direito intertemporal, causas de rescindibilidade e processamento da ação rescisória

3.5. Prazo para ajuizamento da ação rescisória
3.5.1. Prazos previstos para o ajuizamento da ação rescisória no direito processual brasileiro
3.5.2. Natureza jurídica do prazo para ajuizamento da ação rescisória
3.5.3. Termo inicial da contagem do prazo
3.5.3.1. Contagem do prazo e o absolutamente incapaz
3.5.3.2. Contagem do prazo para o ajuizamento de ação rescisória fundada em prova nova
3.5.3.3. Contagem do prazo para o ajuizamento de ação rescisória fundada em simulação ou colusão das partes
3.5.3.4. Contagem do prazo para o ajuizamento de ação rescisória para a desconstituição de decisão fundada em norma jurídica declarada inconstitucional ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com a Constituição Federal
3.5.4. Termo inicial e trânsito em julgado progressivo
3.5.5. Trânsito em julgado e recurso inadmitido
3.5.6. Termo inicial e intimação das partes em datas distintas
3.5.7. Termo inicial e parte originária com privilégio de prazo
3.5.8. Trânsito em julgado decisão irrecorrível
3.5.9. Termo final para ajuizamento da ação rescisória

  1. A AÇÃO RESCISÓRIA POR VIOLAÇÃO DE NORMAS JURÍDICAS DIVERSAS DAS LEGISLADAS

4.1. Tendência ampliativa das hipóteses de cabimento da ação rescisória

4.2. A norma jurídica compreendida na atualidade da ciência processual
4.2.1. As fontes da normatividade jurídica
4.2.2. O momento de surgimento da norma jurídica
4.2.3. A função da norma jurídica nas relações sociais
4.2.4. A distinção entre as normas jurídicas e as demais normas sociais
4.2.5. A violação da norma jurídica
4.2.5.1. Interpretação controvertida no âmbito dos tribunais
4.2.5.2. O prequestionamento como procedimento revelador da violação à norma jurídica

4.3. A ação rescisória calcada na violação de súmula de jurisprudência uniforme
4.3.1. Hipóteses de rescisão abarcadas pelo § 5º do art. 966 do CPC
4.3.2. Eficácia vinculante das súmulas de jurisprudência
4.3.4. A eficácia normativa das súmulas e a separação de poderes

4.4. A ação rescisória calcada na violação de tese jurídica firmada em julgamento de casos repetitivos
4.4.1. Casos repetitivos no direito processual brasileiro
4.4.1.1. Espécies de casos repetitivos no direito brasileiro
4.4.1.2. O incidente de resolução de demandas repetitivas e os recursos repetitivos
4.4.1.3. A força vinculante das decisões proferidas em sede de causas repetitivas
4.4.1.4. A publicidade ampla e força vinculante das decisões proferidas em sede de causas repetitivas
4.4.1.5. A possibilidade de rescisão do julgado pela transgressão ao verbete de súmula e do precedente vertido causas repetitivas

4.5. A ação rescisória calcada na violação de princípios jurídicos
4.5.1. A conceituação dos princípios jurídicos
4.5.2. A função dos princípios jurídicos
4.5.3. A aplicação dos princípios jurídicos
4.5.3.1. A distinção a partir do caráter hipotético-condicional
4.5.3.2. A distinção a partir do modo final de aplicação e do conflito normativo
4.5.4. A (im)possibilidade do uso de ação rescisória para a desconstituição de decisão judicial havida em violência de princípio jurídico

4.6. A ação rescisória calcada na violação de convenções coletivas de trabalho
4.6.1. O poder atuante na celebração de convenções coletivas de trabalho e disposições contratuais privadas
4.6.2. A natureza jurídica do poder que atua na celebração de normas coletivas de trabalho
4.6.3. Convenções e acordos coletivos de trabalho: denominação, conceito e natureza jurídica
4.6.4. Posição das convenções coletivas de trabalho frente ao ordenamento jurídico brasileiro
4.6.5. Incidência das convenções coletivas de trabalho
4.6.6. Interpretação das convenções coletivas de trabalho
4.6.7. A (im)possibilidade do cabimento da ação rescisória calcada na violação de convenção coletiva de trabalho

4.7. A ação rescisória calcada na violação de costumes jurídicos
4.7.1. O costume jurídico e sua conceituação
4.7.2. As espécies de costumes jurídicos
4.7.3. A posição e função dos costumes jurídicos no ordenamento brasileiro
4.7.4. A prova de sua existência, vigência e conteúdo dos costumes jurídicos
4.7.5. A (im)possibilidade de ação rescisória calcada na violação de costumes jurídicos

  1. CONCLUSÃO
  2. REFERÊNCIAS

Informações Adicionais

Peso 0,26 kg
Dimensões 17 × 24 × 5 cm
Ano:

2026

ISBN

978-65-6073-175-2

Edição

Número de páginas

236

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