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O tempo é um dos bens mais valiosos da sociedade contemporânea, fundamental para o desenvolvimento pessoal, social e econômico. Na dinâmica das relações de trabalho, esse bem muitas vezes é desconsiderado, sobretudo diante das assimetrias de poder entre empregador e trabalhador. Este livro investiga o desvio produtivo do trabalhador -- fenômeno que ocorre quando o empregado, por imposição direta ou indireta do empregador, precisa desviar seu tempo de suas atividades
laborais para solucionar problemas que não lhe competem, acarretando prejuízos à sua produtividade, saúde e bem-estar.
A obra parte da premissa de que o tempo deve ser reconhecido como um bem jurídico digno de tutela, especialmente no âmbito trabalhista, onde a hipossuficiência do trabalhador o torna mais vulnerável a práticas que lhe impõem custos temporais não remunerados. Com rigor teórico e respaldo em doutrina, legislação e jurisprudência, o estudo contextualiza historicamente o conceito de desvio produtivo e suas distinções frente a outras espécies de danos no Direito do Trabalho.
Além de discutir as consequências práticas desse fenômeno -- que impactam tanto a saúde física e mental dos trabalhadores quanto a produtividade das empresas --, o livro analisa os fundamentos da responsabilização civil, a evolução jurisprudencial e os caminhos para a efetiva reparação do dano temporal. A pesquisa evidencia como a proteção do tempo se insere no rol dos direitos fundamentais do trabalhador e aponta a necessidade de uma atuação conjunta entre Poder Judiciário, empregadores e políticas públicas.
Por meio de abordagem bibliográfica, descritiva e qualitativa, a obra oferece uma reflexão inovadora e urgente sobre a valorização do tempo na relação de trabalho, propondo uma nova perspectiva de reparação de danos no Direito do Trabalho.
