Autoria: Nívea Maria Santos Souto Maior
SKU: V-115
ISBN: 978-65-6073-119-6
R$195,00
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Descrição

No Discurso sobre as ciências e as artes, Jean-Jacques Rousseau diz que "a ciência em si é muito boa, isto é óbvio; e teríamos que ser insensatos para afirmar o contrário; o problema são os efeitos na sociedade de um modo geral. Como é possível que as ciências, tão puras em seus recursos e tão louváveis em seus objetivos, permitam o surgimento de tantas impiedades, tantas heresias, tantos erros, tantos sistemas absurdos, tantas vexações e tantas tolices? Entretanto, considerando que as ciências danificam a moral mais do que causam benefícios à sociedade, seria preferível que os homens [dotados de paixões negativas] as buscassem de maneira menos ansiosa", sob pena de - uma vez suprassumidos pela inteligência artificial - tornarem-se escravos de suas próprias inépcias passionais. Eis um risco a que juízes e juízas estão sujeitos ao terem como coadjuvante na edição de decisões com vistas à prestação jurisdicional a inteligência artificial generativa. Desejando saber se o risco é factível, ou se não passa de mera especulação, a presente obra vem a público com um estranhíssimo subtítulo proposicional ('- aos demônios, juízes e juízas!') para propor uma arqueologia sobre as coisas das inteligências humana, judicial, artificial e estatal, colocando na centralidade o ser humano e seus modos existenciais de ser: homo sapiens, homo faber e homo ethicus. Conquanto fale da máquina (inteligência artificial generativa), é do Homem que o Autor fala. Ao fazê-lo, Batista valoriza a única causa com condições reais de possibilidade para lidar e estancar a hipotética ameaça de a inteligência artificial generativa suprassumir, transcender, enfim, sujeitar as inteligências humana e judicial: - o homem. Eis uma obra que oferece uma estratégia resolutiva pela 'causa' (essência), e não pelo 'efeito' (acidente), onde leitor e leitora têm às mãos para leitura que não se pode ter pressa em iniciar, mas que também não se pode perder tempo em degustá-la.