Autoria: Mauricio de Figueiredo Corrêa da Veiga
SKU: V-162
ISBN: 9786560732117
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Descrição
O Direito Desportivo brasileiro vive uma profunda transformação. A constitucionalização do desporto, a expansão dos direitos fundamentais, a internacionalização das competições e a crescente complexidade das relações jurídicas exigem uma nova forma de compreender esse ramo do Direito. É nesse cenário que se insere esta obra, prefaciada pelo Ministro do Tribunal Superior do Trabalho Douglas Alencar Rodrigues, que a apresenta como uma importante contribuição para o desenvolvimento da doutrina desportiva brasileira. Segundo o Ministro, “mais do que acrescentar um novo título a uma já expressiva produção bibliográfica, Direito Desportivo:

 

Autonomia, Direitos Fundamentais e Justiça representa mais um passo na consolidação de um pensamento jurídico coerente, crítico e comprometido com o permanente aperfeiçoamento das instituições desportivas brasileiras.”

 

Ao longo de seus capítulos, o livro estabelece um diálogo entre o Direito Constitucional, o Direito do Trabalho, o Direito Empresarial, o Direito Processual, o Direito Administrativo e o Direito Internacional, abordando temas centrais como autonomia desportiva, direitos fundamentais de atletas, treinadores e árbitros, liberdade religiosa, tutela coletiva, integridade das competições, execução trabalhista e controle jurisdicional. Como destaca o prefaciador, o leitor encontrará muito mais do que respostas para questões específicas do Direito Desportivo. Encontrará “uma reflexão madura sobre a própria função do Direito na organização das atividades esportivas, na proteção da autonomia institucional e na realização dos valores constitucionais que informam a sociedade brasileira.”

 

Ao final, o Ministro conclui afirmando que esta obra se tornará fonte segura de consulta para magistrados, membros do Ministério Público, advogados, dirigentes desportivos, professores, pesquisadores e estudantes, constituindo uma valiosa contribuição para todos aqueles que se dedicam ao estudo e à prática do Direito Desportivo contemporâneo.
Informações Gerais

Peso: 0,19 kg

Dimensões: 17 × 24 × 5 cm

Ano: 2026

Edição: 1ª

Número de páginas: 132

 

Mauricio de Figueiredo Corrêa da Veiga

Nasceu em Petrópolis-RJ, em 05/09/1978. É advogado no Brasil e em Portugal; mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade Autónoma de Lisboa (UAL); professor de Cursos de Direito Desportivo no Brasil, Portugal, Itália e Espanha; presidente da Comissão de Direito Desportivo do IAB; membro fundador da Academia Nacional de Direito Desportivo (ANDD), titular da Cadeira n. 03; auditor do Tribunal Pleno do STJD da Liga Nacional de Basquete e do Voleibol; ex-Diretor Jurídico do Club de Regatas Vasco da Gama; ex-Presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB/DF. É Membro honorário da Academia Petropolitana de Letras (APL), membro do Panathlon Clube de Lisboa e fundador da Associação de Filosofia do Desporto em Língua Portuguesa.

 

Sumário

AGRADECIMENTOS

PREFÁCIO

NOTA DO AUTOR

LISTA DE ABREVIATURAS

CAPÍTULO I. AUTONOMIA DESPORTIVA

1.1. O Princípio da Autonomia Desportiva e a Lição de João Lyra Filho

1.2. A Autonomia das Entidades Desportivas e a Intervenção do Ministério Público: Reflexões à luz do caso Kris Meeke

1.2.1. Introdução

1.2.2. Análise do Caso Kris Meeke

1.2.3. Fundamento Constitucional e Legal da Autonomia Desportiva

1.2.4. A Lei n.º 54/2017 e a Aplicação Prática da Autonomia

1.2.5. A Intervenção do Ministério Público e os Limites do Interesse Público

1.2.6. Conclusão

1.3. A autonomia desportiva e a recente decisão do STF no caso Tifanny

1.4. Autonomia desportiva, revisão de resultados e responsabilidade civil: o caso Felipe Massa vs. FIA e FOM (Crashgate)

CAPÍTULO II. AUTONOMIA DAS ENTIDADES DESPORTIVAS, TUTELA COLETIVA E LEGITIMAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: ANÁLISE DOS JULGAMENTOS DO STF À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DA DOUTRINA

2.1. Introdução

2.2. Interpretação Conforme à Constituição e Controle Abstrato

2.3. O Desporto como Direito de Relevante Interesse Social

2.4. Legitimação do Ministério Público na Tutela Coletiva Desportiva

2.5. Autonomia das Entidades Desportivas e Matéria Interna Corporis

2.6. Síntese da Tese Firmada pelo STF

2.7. Autonomia Desportiva e Intervenção Judicial: A RCL 85.536/MA e a Consolidação do Princípio da Menor Invasividade

2.8. Considerações Finais

CAPÍTULO III. LIBERDADE RELIGIOSA E DE EXPRESSÃO NO DESPORTO

3.1. Introdução

3.2. Religião e Desporto. Liberdade de Consciência e o Contrato Especial de Trabalho Desportivo

3.2.1. Liberdade Religiosa do Atleta e Direitos Humanos no Desporto

3.2.2. O Caso da Observância Religiosa aos Sábados: Consentimento Tácito e Conversão Superveniente

3.3. O Direito de Falar e o Dever de Respeitar: a Liberdade de Expressão no Desporto

CAPÍTULO IV. REGISTROS DE ATLETAS

4.1. Crítica à medida de Transfer Ban imposta a Clube de Futebol para Satisfação de Dívida Trabalhista

4.1.1. Introdução

4.1.2. Impacto sobre Terceiros

4.1.3. Alternativas Menos Gravosas

4.1.4. Proporcionalidade e Equilíbrio

4.1.5. Princípio da Razoabilidade

4.1.6. Direito ao Trabalho e Livre Exercício Profissional

4.1.7. Impacto Econômico e Social

4.1.8. Conclusão

CAPÍTULO V. REGIME JURÍDICO DO TREINADOR DESPORTIVO

5.1. Origem Histórica da Atividade do Treinador Desportivo

5.2. Exigência de título profissional

5.3. Regime contratual

5.4. Direitos e Deveres dos Treinadores

5.5. O Regime Jurídico do Treinador e a Realidade Brasileira

CAPÍTULO VI. O REGIME JURÍDICO DO ÁRBITRO DE FUTEBOL

6.1. Contexto Histórico da Profissionalização dos Árbitros no Brasil

6.2. Direito Comparado

6.3. Legislação Brasileira

6.4. Análise do Projeto de Lei 864/2019

6.5. Conclusões

CAPÍTULO VII. DIREITOS E DEVERES DO TORCEDOR

7.1. Diretrizes do CNJ para os Juizados do Torcedor e Grandes Eventos: avanços na segurança e no acesso à justiça

7.1.1. Fundamentação Jurídica

7.1.2. Política Pública “Paz nas Arenas”

7.1.3. Funcionamento e Competências dos JET-GE

7.1.3.1. Atuação durante os eventos

7.1.3.2. Regime de plantão e postos físicos/remotos

7.1.3.3. Designação de magistrados e suporte administrativo

7.1.3.4. Atribuições do juiz responsável

7.1.3.5. Recursos e parcerias institucionais

7.2. Sanções decorrentes da Violação de regras de relações de consumo nos eventos desportivos

7.2.1. Direitos do Espectador

7.2.2. Deveres do Espectador

7.2.3. Consequências do não Cumprimento das Obrigações previstas em lei por parte dos Organizadores da Competição

CAPÍTULO VIII. O REGIME CENTRALIZADO DAS EXECUÇÕES TRABALHISTAS NA VISÃO DO STF

8.1. Considerações iniciais

8.2. A Finalidade dos Regimes Centralizados de Execução

8.3. A ADI 6047/SP

8.4. Conclusões

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS